Fonte:Tássia Zimmermann
(Jornalismo) Publicação:6/01/2009
- 00:08
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O Exército de Israel intensificou
nesta segunda-feira (5) as ofensivas
terrestres na Faixa de Gaza, invadida
no sábado. Os ataques começaram
em 27 de dezembro e já deixou
530 mortos e 2.500 feridos. Em território
israelense, quatro pessoas morreram
pelos foguetes lançados pelo
Hamas. Segundo as fontes médicas
palestinas, cinco crianças morreram
nesta segunda-feira devido aos bombardeios.
Segundo uma porta-voz militar em Tel-Aviv,
na madrugada desta segunda (5) a aviação
de Israel atacou mais de 30 objetivos
em Gaza "A aviação
atacou especialmente uma mesquita em
Jabalia, onde armas eram escondidas,
assim como casas onde também
eram armazenadas armas, veículos
que transportavam lança-foguetes
e homens armados. As forças
terrestres continuaram seu avanço,
apoiadas pelos bombardeios de navios
da Marinha." As principais avenidas
do território palestino também
foi alvo dos navios israelenses e os
militares dividiram em duas a cidade
de Gaza.
Desde
a retirada de Israel da Faixa de Gaza
em 2005, foi a primeira vez
que as tropas israelenses assumiram
posições na antiga
colônia de Netzarim. Segundo
o ministro israelense da Defesa,
Ehud Barak, “a cidade de Gaza
está parcialmente cercada. Ainda
não alcançamos todos
os objetivos que fixamos e a operação
continua”.
Segundo o Exército israelense,
militantes do Hamas (grupo islâmico
que controla a Faixa de Gaza), foram
mortos desde o início da ofensiva
terrestre no sábado, que tinha
como objetivo encerrar o lançamento
de mísseis contra território
israelense iniciada após o fim
de um período de trégua
em 19 de dezembro.
Com o conflito, a população
de Gaza se encontra em situação
caótica e necessita urgentemente
de alimentos e insumos hospitalares,
disseram agências humanitárias
nesta segunda-feira. O frio também
agrava o drama das crianças
apanhadas pelo conflito e os sacos
para cadáveres estão
em falta. Segundo um boletim do Comitê Internacional
da Cruz Vermelha "A situação
em Gaza desde que as Forças
de Defesa de Israel lançaram
sua ofensiva terrestre, no sábado à noite,
se tornou caótica e extremamente
perigosa". Os bombardeios danificaram
hospitais, a rede de água, prédios
públicos e mesquitas.